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CARNAVAL 2008 G.R.C.E.S.M NOVA GERAÇÃO DO ESTÁCIO DE SÁ ENREDO: “Da missão ao Modernismo, meu Carnaval é ARTE” Presidente: Joel Toledo (Goé) Vice-Presidente: Marisa Fontes Carnavalesco: Ewerton Domingos “Da missão ao Modernismo, meu Carnaval é Arte” Justificativa do enredo: Comemorando os 200 anos de chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, a Nova Geração do Estácio optou pelo desenvolvimento deste tema, e tem a responsabilidade de levar em fantasias e alegorias uma aula de história da arte no Brasil. O objetivo da temática a ser representada é unicamente a conscientização e conhecimento da nossa história para as crianças que desfilarão nesta Agremiação. A nossa função é que o desfile tenha uma força plástica para que a leitura seja muito fácil, de maneira totalmente didática para quem está vendo e desfilando, sem perder logicamente o estilo leve e infantil que a Agremiação possui. A leitura de enredo se dá com a chegada da corte portuguesa ao Brasil e as conseqüências que teremos artisticamente na pintura, escultura e arquitetura de 1808 a 1922 com a Semana da Arte Moderna. É como se fosse uma breve linha no tempo da arte brasileira, onde mostraremos todos os estilos artísticos que se prosseguem. Começaremos com o Barroco, pois era o estilo vigente na nossa arquitetura, passaremos pelo o Neoclássico com a chegada da Missão artística, Romantismo com a pintura o Grito do Ipiranga, as impregnações românticas de Vítor Meireles, do Art Nouveau em Eliseu Visconti, aos Retratos de Rodolfo Amoedo, citaremos o Baile de carnaval de Chambeland, e chegaremos ao ápice de desfile que é a chegada do Modernismo com o colorido de Tarsila do Amaral, o Art Déco de Victor Brecheret, as impregnações cubistas em Portinari, as Mulatas de Di Cavalcanti o colorido dos festejos na pintura de Alfredo Volpi o tropicalismo de Anita Malfatti, e finalizaremos com uma homenagem a arte do Carnaval com os Parangolés de Hélio Oiticica. Desenvolvimento do enredo: Setor I – A missão e o estilo europeu no período colonial O enredo tem partida com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil em 22 de janeiro de 1808, e todas as reformulações artísticas que acontecerão a partir daí. Não podemos negar que mesmo antes da Chegada de D João VI e sua comitiva, já tínhamos estilos artísticos de sabor europeu, porém genuinamente brasileiro, pois negros e índios colaboraram e muito artisticamente para tal, é o caso do Barroco onde seu expoente é o mestre Aleijadinho (no caso da arquitetura e escultura). Recebemos forte influência cultural européia, intensificada ainda mais com a chegada de um grupo de artistas franceses (1816) encarregados da fundação da Academia de Belas Artes (1826), na qual os alunos poderiam aprender as artes e os ofícios artísticos. Esse grupo ficou conhecido como Missão Artística Francesa. Os artistas da Missão Artística Francesa pintavam, desenhavam, esculpiam e construíam à moda européia. Obedeciam ao estilo neoclássico (novo clássico), ou seja, um estilo artístico que propunha a volta aos padrões da arte clássica (greco-romana) da Antigüidade. Dentre os Principais artistas estão Debret que descreveu a sociedade brasileira em suas aquarelas, Nicolas Taunay que documentou as paisagens do Rio colonial, Johann Rugendas também paisagista, Thomas Ender que veio com a comitiva da princesa Leopoldina, o Arquiteto Auguste Gradjean de Montigny, entre outros grandes nomes. A influência da Missão Artística francesa marcou as artes plásticas brasileira de uma maneira irreversível rompendo com a tradição barroca. Setor II – Arte do Império à Belle Époque Com a Regência do Primeiro imperador no Brasil, e proclamada a sua independência o neoclassicismo atinge o seu auge, surge então “O Grito do Ipiranga” de Pedro Américo e “Batalha dos Guararapes” de Vítor Meirelles, que executaram grandes telas históricas. Mas a grande novidade artística da época é o Romantismo onde obras como “Moema” também de Victor Meirelles e os retratos de Almeida Júnior são fortemente notadas nesse período. Com a despedida do Império e a chegada da República, a influência francesa continuou forte no Brasil. Nas artes plásticas e, sobretudo na pintura surge a influência do impressionismo, realismo, simbolismo e Art Nouveau. Entre seus expoentes estão Eliseu Visconti, Antônio Parreiras, Henrique Bernardelli, Belmiro de Almeida. Todos eles se situam no período denominado Belle Époque que no Brasil estendeu-se da Proclamação da República a 1922. Setor III - Sacudindo as estruturas da arte tupiniquim A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada entre 11 e 18 de fevereiro no Teatro Municipal de São Paulo, contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos. Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano a 29 de janeiro de 1922. A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem, contudo perder o caráter nacional era uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar. Os jovens modernistas da Semana negavam, antes de mais nada, o academicismo nas artes. A essa altura, estavam já influenciados esteticamente por tendências e movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e diversas ramificações pós-impressionistas. De acordo com o catálogo da mostra, participavam da Semana os seguintes artistas: Anita Malfatti, Victor Brecheret, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro, Ferrignac (Inácio da Costa Ferreira), Alberto Martins Ribeiro e Oswaldo Goeldi, dentre outros artistas com pinturas e desenhos e esculturas. Sempre recordando que outros artistas como Candido Portinari, Ismael Nery e Alfredo Volpi também fazem parte desta congregação de artistas modernos. Com toda essa festa de cores, formas e linhas que tendem a mostrar o universo artístico brasileiro na nossa história. Terminaremos com uma obra de Hélio Oiticica que demonstra todo o sabor modernista e carnavalesco que buscamos para nosso desfile, é o carnaval que homenageia a Arte que exalta o carnaval. O Parangolé.
Bibliografia A Imagem da criança na pintura brasileira, Vera Pacheco Jordão ed. Salamandra. História do Brasil vol. I, Bloch editores. Pesquisas de Conhecer Cultura e Arte vol.7 ed. Círculo do livro. Teorias da Arte Moderna, H. B. Chipp ed.Martins Fontes.
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